Autor: Farley Niehues

  • Existe convergência entre as tecnologias Blockchain e ECM?

    Existe convergência entre as tecnologias Blockchain e ECM?

    Um dos assuntos que mais tem estado em destaque ultimamente na mídia ou em eventos que abordam as tecnologias disruptivas, certamente são as tais criptomoedas. Nesse sentido, as mais famosas no momento são os Bitcoins, sobre os quais praticamente todos já ouviram falar.

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  • O conflito do Ativo Político x Ativo Público como desafio na gestão de processos no contexto governamental

    O conflito do Ativo Político x Ativo Público como desafio na gestão de processos no contexto governamental

    As dificuldades em se conseguir efetivar um ambiente organizacional real e efetivo de evolução em processos, melhoria contínua e alta produtividade é um grande desafio para qualquer organização, de qualquer tamanho e de qualquer mercado.

    Seja para empresas públicas, privadas ou de economia mista, as dificuldades são inúmeras: resistência das áreas de negócio pelo fato de normalmente estar associado com uma quebra de paradigma interno, por poder trazer junto adoção de soluções sistêmicas que geram uma visibilidade maior de gestão e com facilitadores para identificar gargalos, problemas sobre o fluxo de valor que a operação demanda, questões culturais, pessoais, políticas, entre outros tantos motivos que podem ser citados e que surgem durante uma caminhada como essas.

    A maioria destas dificuldades existentes normalmente encontram nas metodologias de mercado uma forma estruturada de serem tratadas ou endereçadas. Entretanto, existe, principalmente nas organizações públicas e autarquias, um outro grande obstáculo que age na maioria das vezes de forma silenciosa e muito poderosa a partir das cabeças dos gestores acostumados ao modelo “velha guarda”.

    Esse obstáculo é muito utilizado desde os anos 80 com o processo de democratização em nosso país, em que o contato direto com seu público, seus potenciais eleitores, influências locais ou regionais são fontes de onde emanam o poder destes representantes e onde um grande dilema se faz presente para que melhorias efetivas e novos processos surjam e sejam implantados, para que novos patamares no serviço público sejam atingidos.

    Neste contexto, vem à tona um grande dilema a este modelo político atual em relação aos novos tempos que estamos vivendo: até onde o ativo político engessa ou deveria engessar e gerar inércia sobre as iniciativas de evolução sob o ponto de vista de operação e gestão dentro destas organizações públicas?

    Como tudo em nossas vidas, qualquer evolução apenas é possível a partir de uma mudança de atitude de quem tem a capacidade de fazer mudar ou onde o próprio ambiente venha a influenciar ou forçar diretamente as pessoas a seguir este caminho, que mais cedo ou mais tarde será sem volta.

    Como o ativo político na realidade de nosso país via de regra é em sua maioria colocado à frente dos interesses da população como um todo, é necessário criarmos um modelo de gestão pública que permeie as premiações e o reconhecimento através de mérito, proporcional aos resultados obtidos com o trabalho e com uma atitude pró-ativa junto a toda cadeia de valor existente nos mais variados serviços vinculados ao nosso governo e em todas as esferas, seja ela municipal, estadual ou federal.

    Ao ler a afirmação acima, isso pode soar um pouco utópico, mas, felizmente, já existem iniciativas sob esta ótica que estão gerando bons resultados para o governo e, principalmente, para que a nossa sociedade seja mais competitiva, mais humana e mais ágil em suas ações e atendimento do povo.

    Por fim, o grande desafio é que, enquanto sociedade, comecemos a enxergar e cobrar que este tipo de atitude e comportamento dentro da gestão pública não seja mais aceito, que consigamos imprimir uma mudança cultural que permeie toda a sociedade, evitando que pessoas com perfil profissional limitado e centralizador consigam se perpetuar no Poder e em cargos menores.

    Além disso, que possamos viabilizar a criação de um ambiente que a sua própria natureza expurgue este mal entranhado na carreira pública brasileira. Isso deve começar pelo simples ato de escolhermos adequadamente nossos representantes no momento do voto e, a partir daí, participar ativamente fiscalizando e cobrando as ações e os resultados que cada representante público deverá entregar ao seu povo, com processos claros, ágeis, gerenciados, sem burocracia e transparentes.

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  • Ambiente atual TIC e a dificuldade do próximo passo sob o aspecto da realidade econômica atual

    Ambiente atual TIC e a dificuldade do próximo passo sob o aspecto da realidade econômica atual

    Na vida pessoal ou profissional, tomar uma grande decisão não é fácil, principalmente quando o contexto aponta para um ambiente tecnológico corporativo de certa estabilidade, onde os sistemas atuais estão em pleno funcionamento. Atualmente, o ERP está implantado em todas os departamentos da organização e os times de sustentação e inovação já conseguem endereçar as demandas com agilidade e qualidade, perguntas quanto a futuro surgem com força:

    • Qual o próximo passo?
    • Onde e no que investir?
    • Como tomar a melhor decisão?
    • E o momento que o mercado nos apresenta?

    Obviamente, para essas perguntas, não existe uma única resposta ou uma verdade absoluta, mas uma boa análise e conhecimento sobre o seu ecossistema corporativo, associados a benchmarks e conhecimento técnico podem e devem ajudar a respondê-las.

    Sistemas tradicionais, normalmente, trazem uma visão matricial e isso traz como característica principal, na maioria dos casos, uma operação isolada nos departamentos, sem consolidação, com grandes dificuldades de colaboração e esforço na busca de informação. Se esta é a sua realidade, certamente é o momento de abrir horizontes e passar a pensar nos problemas que este modelo traz, nos limites impostos em uma operação que não tem uma visão da jornada que os conteúdos tomam dentro do mundo corporativo.

    Entre os caminhos que os sistemas tradicionais não conseguem chegar, temos o gerenciamento de informações não estruturados, ciclos de informações, visão funcional de processos, integração, entre outros, convergindo com os desafios que o momento econômico nos traz.

    Nesse contexto, uma destas tecnologias que hoje se encontram em destaque no mercado certamente é o ECM (Gerenciamento Corporativo de Conteúdo). Atualmente, a AIIM (Association for Information and Image Management) realiza uma pesquisa de mercado chamada Industry Watch, que traz os seguintes resultados:

    (Fonte: AIIM Industry Watch).

    Observe que o comportamento representa exatamente o momento econômico e de mercado que estamos vivendo. O movimento apontado é a mudança de foco em 2014, sobre a principal variável utilizada para a tomada de decisão, sob a ótica do ECM, focada em compliance e risco, e neste ano de 2015 passou a ser baseada mais forte sobre custo e eficiência.

    Podemos, inclusive, afirmar que esta característica hoje é a realidade do mercado e tem balizado, juntamente com as variáveis técnicas, todas as decisões estratégicas e de investimento para a continuidade dos negócios.

    Após tudo isso, devemos retornar às perguntas iniciais. A possível resposta para nossas primeiras questões é usar CONVERGÊNCIA entre todas as variáveis, focando nas necessidades internas.

    Devemos avaliar onde na operação demanda de uma visão sistêmica mais consolidada, que represente alto custo, ou, que a sua falta de eficiência, represente risco operacional, com as corretas justificativas, para ter o melhor payback possível. Desta forma, no pior dos cenários, mesmo quando eventualmente ainda tudo der errado, a exposição financeira e o risco serão controlados, onde certamente apenas o ganho com maturidade terá justificado o investimento realizado.

    Para ler mais conteúdos relacionados ao tema aqui em nosso blog, acesse Inovação & Tecnologia.

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